quinta-feira, 22 de abril de 2010

o passado é fonte de vida e os erros fontes de aprendizado.

que a vida seguiu seu rumo, e que as cicatrizes do passado estão totalmente curadas, pode até ser que não venham a sangrar, mas as marcas nas mãos, nos pés, em todo o corpo e principalmente na alma e coração voltam à tona sempre. Umas, duas, varias vezes durante a vida. É difícil aceitar, mas somos feitos de cada ato, daqueles pensados e feitos acertadamente, daqueles empurrados e dos atos que nos arrependemos.
Não tenha medo de dizer “EU ERREI” saiba que o perdão divino vem com o arrependimento sincero, e que o mais difícil é saber perdoar os próprios erros, por que só quem sente sabe onde e como isso machuca.



Texto lindo!

" O caderno"
"Eu não sei se você se recorda do seu primeiro caderno
Eu me recordo do meu
Com ele eu aprendi muita coisa
Foi nele que descobri que a experiência dos erros,
Ela é tão importante quanto à experiência dos acertos
Por que vistos de um jeito certo, os erros, eles nos preparam
para nossas vitórias e conquistas futuras.
Por que não à aprendizado na vida que não passe pela experiência
dos erros
Caderno é uma metáfora da vida, quando erros cometidos eram
demais eu me recordo que nossa professora nos sugeria que a
gente virasse a pagina
Era um jeito interessante de descobrir a graça que há nos recomeços
Ao virar a pagina os erros cometidos deixavam de nos incomodar e
a partir deles a gente seguia um pouco mais crescido
O caderno nos ensina que erros não precisam ser fontes de castigos
Erros podem ser fontes de virtudes
Na vida é a mesma coisa
O erro tem que esta a serviço do aprendizado
Nenhum tem que ser fonte de culpas, de vergonhas.
Nenhum ser humano pode ser verdadeiramente grande sem que
seja capaz de reconhecer os erros que cometeu na vida
Uma coisa é a gente se arrepender do que fez
Outra coisa é a gente se sentir culpado
Culpas nos paralisam, arrependimentos não.
Eles nos lançam pra frente, nos ajuda a corrigir os erros cometidos.
Tê-los a semelhante a um caderno
Eles nos permite os erros pra que a gente aprenda pra fazer do jeito certo
Você tem errado muito? Não importa aceite de Deus esta nova pagina de
vida que tem nome de hoje Recorde-se das lições do seu primeiro caderno
Quando os erros são demais vire a pagina"

virar a pagina não significa apagar o erro e sim que existe uma chance de começar tudo de novo. com mais sabedoria e força.
siga em frente, uma amostra Grátis disso é a rotação da terra, e que cada dia é um novo dia, uma nova chance de fazer o que se deve ser feito, com a beleza de um novo nascer do sol.

terça-feira, 13 de abril de 2010

porque o amor é mais que um sentimento

Das coisas que a vida me deu o prazer de aprender, a concepção de que o amor é a coisa mais bela da vida e uma das mais trágicas também, é sem duvidas a barreira quebrada que me alegrou e alegra por contemplação divina. Por tempos acreditei ter amado o ser em si, quando na realidade amava o sentimento que a pessoa despertava em mim. Vasculho na memória pessoas que amei, descubro que ainda as amo, por tudo o que elas significaram, pelas lembranças que deixaram pelos mais diversos sorrisos e lagrimas que arrancaram de mim.
Percebi que AMO o sentimento de amar, a sensação boa de estar amando, de se estar apaixonado, de se jogar e saber que tem sempre um abraço pra recebê-lo.
Por que o amor é contemplação de um dia de sol, jogar pipoca ou sujar o outro de brigadeiro...
É toda a poesia que se cria dentro do coração humano, disponível a todos que saibam despertar. E não deixar que venha a adormecer.
É se olhar no espelho e se sentir bela mesmo depois do cabeleireiro ter cortado 15 centímetros, quando na verdade era só 3. Mesmo depois de anos sem namorado e ainda sim se sentir viva e mulher a cada cantada idiota de alguém na rua. O amor é o que cultivamos dentro de nós que nos impulsiona a querer viver mais e mais e para sempre. Com alguém ao lado ou sem niguém.



Porque o amor é mais que um sentimento,
 é a essência humana

domingo, 11 de abril de 2010

e ele me beijou como se não fosse a primeira vez, e sim a ultima, demorado e com uma ternura de quem já se amou um dia.

Estava tão cansada, esperei o ônibus por muito tempo, e ainda nem passou, peguei outro qualquer, talvez 323, sei que chegava perto de casa. De tantas voltas que deu, fiquei ainda mais cansada, com sono, exausta, o ônibus pareou no terminal, levantei-me num súbito, voltei a sentar quando vi que ainda não era minha parada. Olhei o lado de fora mais uma vez, quando me deparei com seus olhos pretos, e sustentei o olhar, ele rio um sorriso puro, leve e instigante.
Quando finalmente cheguei ao ponto final estava ainda mais cansada, mais tonta de sono, e percebi que ele havia pegado o mesmo ônibus que eu, que havia sentado na cadeira atrás de mim. Desci e sentei num banco tão frio quanto aquela noite, havia de esperar ainda mais por outro ônibus. Ele andava de um lado a outro como se esperasse alguém, ou como quem tentar criar um fôlego de coragem, sentou-se ao meu lado, puxou um assunto qualquer, disse que eu me parecia muito com uma amiga, e rio, o sorriso mais lindo que já, daqueles leves, daqueles sorrisos que só uma pessoa feliz sabe dar. Conversamos por um pouco mais de meia hora, e já sabia muito da sua vida, já estava fascinada pelo seu sorriso, já queria mais do seu toque, não apenas um pegar nas mãos...

entre o meu eu

Assim vou levando a vida
Em notas cítricas
De vez em vez
Mês a mês
Mudando um pouco de opção
Desculpe se já não lhe pareço tão santa
É que toda minha castidade foi-se pelo ralo
Com um rato porco e imundo
Depois de uns goles, cheguei num porre
E me arrasei de vez

quinta-feira, 8 de abril de 2010

no caminho eu e você

Quando parei nos seus olhos
e vi aquelas luz cinza,
quase branca,
quase dissipada de toda vida,
me vi ali refletida em cada lugar vazio percorrido pela tua retina,
meus passos seguiam a sua frente.
Poderíamos ter sido felizes,
cada um a sua maneira,
cada um ao seu lugar.
Mas o destino pregou peças,
a quem nos interessa colocou no peito o desprezo
e no nosso um caminho de dor.
hoje rasgo as vestes sujas do passado,
 visto a alva,
 pura e branca túnica do amanhecer,
pronta pra cada cor de tinta,
pinceladas vermelhas como cerejas maduras,
 Azuis como a alma de um bebê,
ocelo de cores variadas como a vida,
uma a uma fazendo deste encontro tristemente traçado um caminho de felicidade.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

quando já não adianta mais.


Cansei de esperar o amor
Ele sempre chega fora da hora marcada
Sempre quando estou cansada
Descabelada, descalça e indo pra casa

terça-feira, 30 de março de 2010

sonho de sonhar ou sonho de padaria?

Como um sonho
Sacio-me de um desejo escondido no peito
E de um vazio na alma

sábado, 20 de março de 2010

Ter muitos amigos é não ter nenhum.... (Aristóteles)

A solidão é um estado interno, a princípio um sentimento de que algo ou alguém está faltando. Uma sensação de separatividade e desconexão com algo ainda inconsciente...
Busco o equilíbrio, mas me sinto como o “patinho feio” que nunca será cisne; talvez eu não seja muito boa em adaptações mesmo, logo eu que sempre me considerei versátil, dinâmica, pronta para nossas experiências, me sinto sozinha, desconsoladamente só.
Numa praia com o farol apagado e nenhuma forma de contato com o mundo, estou presa novamente em amizades virtuais, num mundo sem tato, sem olho no olho, sem beijo e sem abraço. Estou realmente frustrada com os muitos “amigos” que tenho. Durante a noite, me desfazendo em lagrimas senti vontade de acabar com TODO o mundo virtual, afinal isso virou uma mentira sem freios, as pessoas não se ligam mais, não se tocam mais, não se procuram mais, é paralelo? Não, é um mundo que exclui o outro, chega a ser miserável de tão frio.
Cansei do “eu te amo” de pessoas que nunca vi, saudade de quem nem conheço, e do desprezo daqueles que chamo de “amigo”. É tão torto e tão incoerente tudo o que estou vivendo agora,o se passa em minha cabeça.
Durante muito tempo alimentei uma saudade sem tamanho de amigos, agora novamente, mas ao mesmo tempo me sinto tão descartável, tão substituível, tão coisas que eu nunca quis ser, que eu não sei ser. Creio eu que valorizo muito pessoas, momentos, coisas que não deveriam ser valorizados assim.
Sou escrava da amizade, ou mais ainda das demonstrações de amizade, do sentimento em si, do ato de amar, é imprescindível a demonstração de afeto. Na bíblia diz que ‘A boca fala o que o coração está cheio’ quando se esta cheio de amor falamos de amor, quando se esta cheio de indiferença somos indiferentes.
sei que me sinto só.

quarta-feira, 17 de março de 2010

quando aprender que solidão é diferente que estar sozinho

"Odeio quem me rouba a solidão sem em troca me oferecer verdadeira companhia"





palhaço não é aquele que dá muito amor, mas aquele que deixa de receber.



sou um pierrot, sou apaixonado, mas a colombina não aceita o meu amor!

sexta-feira, 12 de março de 2010

eu sei que é pra sempre, tanto tempo e ainda sinto o gosto do seu beijo, ainda penso em vc duas vezes ao dia, acordada e dormindo. te amo!

eu te amarei eternamente !!!!
busquei além do céu
o significado da vida
e encontrei atrávez do brilho do seu olhar!


o que é amor?

uma pergunta
infinitas respostas!

quarta-feira, 10 de março de 2010

eu quero muito ter um momento meu, um lugar meu, poder ser de verdade o que sou. EU

O que tem me preocupado intimamente é o que sou, e a forma como todos me vêem, é maturidade em pontos que não queria ter, tá tudo bem, toda maturidade é boa, você deve pensar agora, mas não é! Não afirmo que sou vitima de minha própria natureza, mas convenhamos que chegar aos vinte e ser comparada a uma menina de treze não é coisa fácil. Hoje o que eu mais quero é liberdade, poder escolher as coisas que me servem, aonde ir, o que fazer, com que falar, ter controle sobre meu tempo (se é que isso é algo possível), mas enfrentar tudo aqui pra viver essa vida não é coisa fácil, nem sei se tenho esse “topete” todo. Mas eu quero muito me livrar dessas amarras, libertar-me...
Quero um canto meu, onde eu possa fazer o que me vem à mente, andar de calcinha na casa sem me preocupar, ficar ate tarde, ou dormir antes das seis. Pode chegar sem ter que dar relatórios detalhados de onde fui, com quem falei, chega, basta, cansei disso.
Eu sei que vou ter que lavar minhas roupas, me preocupar com as contas (com isso já me preocupo faz tempo), chegar cansada e ter que colocar algo no fogo, cozinha não é meu forte, mas nessas horas ou você aprende ou morre de fome.
Entre os pontos negativos e positivos, desculpe, mas minha escolha seria:
Quero morar só.

“Quando era criança, e até na adolescência, tentava imaginar-me aos vinte e poucos anos, jamais, nem nos meus mais desastrosos pensamentos me via onde estou, nem da forma que estou, bom, não que eu esteja num lugar ruim, mas é que jamais me imaginei assim, quando lembro disto bate no peito um desespero natural, um pensamento que grita “ o que deu errado?”
Talvez nada! A vida nunca é como esperamos, e que graça teria poder prever os dias?
Tudo seria um dialogo monótono, cada frase já conhecida, mas droga, não precisava ser assim tão oposta.”

segunda-feira, 8 de março de 2010

Não quero sofrer ou lamentar antecipadamente por nada, mas hoje me bateu uma dor no peito...coisas que fiz pra saber que a vida é mais que meus planos coloridos, e que as frustrações é como o vento , te faz mudar a direção, mas o fim te leva a algum lugar.

“Desculpe se lhe pareço triste
Mas meus olhos lacrimejados é apenas um deslize
Não sou assim todas as horas
Mas é que agora
Bateu no peito uma saudade
Dos tempos em que meus dias eram apenas felicidade
Sinto que nada será como foi
Não, eu não me arrependo do que fiz
Mas também não sei se faria tudo novamente
Porque a dor que a gente sente
Ah! Essa dor
Como dizia o poeta
Tristeza não tem fim
Felicidade “sim”
“Meus dias de felicidade acabaram mais rápido que pensei”

Hoje me deu uma vontade de voltar
De deitar no colo de alguém e chorar
Mas quem?
Ainda sozinha, em um lugar que não é meu.
Meu sorriso cada dia mais sem graça, cada dia mais sem cor.
Não sei até onde...
Me pergunto isso pelas manhãs.
???
Não reconheço nada
As paredes, as pessoas ou as estradas.
Sou um peixe de água doce jogado no mar
Tão deslocada que nem sabe nadar.
Não quero voltar aos tempos em que tudo me parecia tão triste
Aqueles dias depressivos em que lá fora o sol quente reinava
E dentro de mim o meu mundo desabava.
Não quero perder minhas manhãs chorando, nem as noites segurando o travesseiro encharcado de lagrimas, não quero perder a vontade de dar um sorriso a quem aparecer, não quero deixar de ser quem eu gosto de ser e voltar a velha e triste criatura que vivia em meio a lamurias, droga! Entenda de uma vez que a vida não fácil, que graça teria se fosse?
Abra os olhos, o mundo é mais que essa bolinha colorida que pintas em seus pensamentos de “era uma vez”, existem os lobos maus, as bruxas, só que disfarçados de gente como você, aprenda de uma vez o que é viver!

quinta-feira, 4 de março de 2010

um pouco de toda mulher


Eu posso ser tudo o que eu quiser
Posso ser menina
Posso ser mulher
cortar o meu cabelo
Mudar ele de cor
Dar o meu ódio
Dar o meu amor
Sendo menina
Sendo mulher
É difícil saber o que se quer
Mais difícil ainda é não querer
Sendo de dia a santa
Depois a profana
Beijar mil bocas
E me arrepender só depois
Durante minha vida eu só beijei menos que dois

o que a vida me desejar, eu vou viver tudo o que há pra viver...

Eu tenho amigos invisíveis
Daqueles que só me ligam uma vez
Passo horas contando meus segredos
Meus medos e meus defeitos
E vejo tudo mudar
E ninguém muda por mim
Fecho os olhos pra tudo
E tento esquecer
Não ligar pra tudo o que um dia eu não fiz
Corra o mundo esta acabando
E você sozinho sem alguém pra te proteger da neve fria
Eu cansei de respirar você
De ter seu sorriso como meu único motivo de felicidade
Agora...
Vou viver sem ter pra onde ir
Seguir as estradas, caminho qualquer que me leve onde o destino quiser.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

quero encontrar um arco-íris dentro dos meus olhos


A vida se encontra numa certa normalidade bucólica...
Gélida minha alma grita, geme e chora.
Ainda não é tarde pra colocar um agasalho no peito de sair pelas ruas
Sim, o inverso castiga, mas não quero ficar presa do quarto dos meus pensamentos
Tudo tão negro...
Olho o teto e vejo o teto pungente
Choro perdida nas lembranças do um tempo feliz
Em que escorregava no arco-íris de paz
Ah! Quanta saudade dos amores imortais
Daqueles que mesmo quanto terminam
Continua inalterável.
Tento desenhar com o os dedos uma flor
Cada pétala de uma cor
Cor de paz, de esperança e de amor.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

de você por mim


Cada dia é diferente do outro, não pelo simples fato de tudo o que vejo ser novo. Percebi que tenho uma visão de mundo mais fechada que imaginei, estranho a forma como falam as pessoas, os ônibus com três portas e a integração digital, as varias avenidas, sem falar dos quatro centros da cidade, norte, sul, leste e oeste.
Os homens são engraçados, isso ta me encantando, mas como ai casados, (oh povinho pra fazer família cedo), daqui uns dias sei que vou começar a me sentir muito sozinha e vou querer como nunca um amigorado, mas... Nem sei se quero um =S
Li no blog “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”
Não quero cativar, nem quero ser cativada...
Talvez amanhã eu me arrependa pelo que coloquei aqui,tudo bem temos o direito e o dever de mudar. Natural
O que eu quero com isso é dizer que sinto saudades
Dos de agora e dos que antes deixei, sinto falta das pessoas que saíram da minha vida sem dizer um “até logo” sinto por que fazem parte do que sou hoje. Como aprendi e mesmo distante continuo aprendendo, por que a vida é mesmo assim, como o mundo gira levando você pra longe de mim.


“pra uma pessoa eterna (me desculpe as outras pessoinha que amo)
Quando pensei em casa de quem mais sentiria falta,
O nome que me veio na mente foi o seu.
Talvez pela forma como me irritava, ou pelo desejo que causava (txiiii)
E de verdade, pensei varias vezes em te ligar.
Não sei se sente minha falta como sinto a sua.
Mas espero que sim
Espero que ao ver coisas bobas venha lembrar de mim
Quando tomar banho que usar seu cheiro de quase sempre
Pense nas coisas que falei a respeito dele,
Quando procurar moeda, lembre de como os seus dedos longos que fazia sentir nojo e era engraçado dizer que isso me irrita.
(muita coisa coisa me irrita em você)
Talvez seja por isso que te amo”

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

euzinha

Não tive tempo de dizer adeus...
Mas é que eu sempre tive a intenção de voltar, lembro da nossa ultima dança, foi numa roda , e sem querer dançar, flutuavas leve como folha ao vento, olhos teus penetravam os meus.
Tão negros eram, assim como seus cabelos lisos,lisos e negros.
Fecho os olhos e posso lembrar
Num monte de areia
Juntei-me á você,
Brincadeira de criança
Lindo de se ver...


( sem tempo de escrever?
não
é que gosto do silêncio, de um lugar onde eu não seja
o alvo dos olhares...
por isso...
até que consiga um momento só nosso.
não sei se postarei coisas agradaveis,
pensei em colocar um resumo diario de minha vida atual.
para quem possa intereçar tais coisas.
mas posso adiantar que aqui é muito legal.
ainda não começou a vida real,
quando começar eu verei se é ou não
esse mar que pintaram e qeu vejo hoje)



(sinto falta sim dos amigos...
falta de ter alguém pra pensar em gastar os bonus,creditos
com quem dividir momentos
falar besteiras...
falta não só das ações
me desculpe que posso encontrar em muitas outras pessoas
mas sinto falta em si
do seu sorriso.
da forma como mexe no meu cabelo
cada um tem uma coisa em especial que vou lembrar o resto da vida
um momento que foi só com você.
uma brincadeira...)




beijos.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

eis que tudo novo se fez


Não, eu não quero temer o novo...
Porque assim cada dia que nasce será uma tortura, quero que o novo venha e venha muitas e muitas vezes, que eu saiba fazer de cada escolha um sinal potencialmente positivo, nem tudo seram flores eu sei, mas também sei que o outono é nescessario, assim como as outras estações, e cada uma tem sua belaza e sua função.
É excencial pra vida...
Escolhas...
Sempre me pergunto qual.
?????????????????????
Não sei qual é certa, posso chuvar qual não é, pois tem coisas que estão na cara, “isso não presta”, na duvida vou sempre seguir meu coração.
HISTORINHA SOBRE MIM
“QUANDO MUDEI DE CIDADE PELA PRIMEIRA VEZ DEPOIS DE MOÇA, PENSEI QUE O MUNDO IRIA ACABAR, E ACABOU MESMO, MUITAS AMIZADES SE PERDERAM COM O TEMPO E A DISTÂNCIA, OUTRAS ESTÃO ENGRAQUECIDAS, NÃO QUE EU OS TENHA DEIXADO DE AMAR, MAS QUE A FALTA DE INTIMIDADE NÃO NOS DEIXA FAZER AS MESMAS BRINCADEIRAS, SÃO PERGUNTAS FRIAS DE ‘COMO VAI VOCÊ? O QUE TEM FEITO?’, NÃO SUBISTITUIR NENHUM AMIGO NESSES ANOS, APRENDI A VIVER SEM OS DE INFANCIA, POR MAIS QUE SINTA SAUDADES, NÃO É AQUELA DOR QUE CORROI O PEITO, MAS QUE PASSA COMO UM RIO, AGORA VEJO O FILME SE REPITINDO, NÃO CAUSA MAIS A ‘SURPRESA NEM O SUSPENSE’ DE ANTES, NÃO É O MESMO FILME, É UMA VERSÃO SEM MUITO DRAMA, SEM MUITO CHORO...
NÃO ME SINTO SOZINHA, O DRAMA DEU LUGAR A VIDA REAL, AMO MEU AVÔ, MEUS AMIGOS, MAS O NOVO ME CHAMA, POR UM, DOIS, TRÊS ...DIAS, ANOS, MESES...
NÃO SEI ATÉ QUE PONTO VOU GOSTAR, MAS ESSE ROTEIRO ESTA SENDO DE CINEMA.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

ela andou...

e andou...
Sempre pensamos se somos maduros o suficiente pra fazer certas coisas ou deixar de fazer outras, por varias e varias vezes me vi inerte quando me deparava com certas situações, depressiva muitas vezes, medrosa em outras...
Mas posso dizer que o que sou hoje é um conjunto ainda mais complexo que a herança genética, tem haver com a região onde nasci que recebi a graça de falar “égua”, tem haver com as dezenas, centenas e até milhares de pessoas que encontrei até aqui.
Recebi muito de alguns e pouco de outros, mas cada um orgulhosamente deixou algo e levou também.
(isso esta muito clichê)
Agradeço muito aos amigos de época, que mesmo que hoje eu não tenha ligação forte, mas que tive por um tempo uma raiz fincada no solo fértil de seus corações. Aqueles amigos que o tempo carrega, e distancia separa... Mas quando o destino dá o prazer de juntar, é uma volta quase que irreal no tempo, muitas vezes no espaço, fazemos coisas que fazíamos, andamos por onde sempre íamos, voltamos ao lugar do encontro.
Agora estou deixando que vento me leve por caminhos mais longos, estradas mais desconhecidas, encontrarei novos rostos, novos perfumes, novas aventuras... e o que sou hoje, talvez já não seja mais, o mundo se encontra em constante transformação e como cidadã do mundo que sou faço o mesmo, camuflo meus “eus” em cores diversas, vôo quando ganho asas, rastejo quando me faltam as pernas, caminho quando as encontro.
E o que importa é não ficar parado. Ainda que permaneça no mesmo lugar.
As despedidas devem ser diárias, e os encontros sempre únicos, manteremos assim a euforia, intensidade, o prazer de um sabor único, mesmo que amanhã venha a oportunidade de novamente provar (da amizade sincera, do amor , das alegrias, das coisas que olha pra trás e diz que só com aquele ser você cometeria tamanho ato de insanidade).rsrsrsrs
Se puder ao ler esse texto faça o que fiz ao escrevê-lo, feche os olhos e lembre-se dos rostinhos, da voz, do cheiro, das manias, das pessoas que uma a uma ajudaram a construir o que és hoje, cada carta, email, cartãozinho, foto, lembrança...
Tenho 20 anos, vivi coisas que meus avós jamais irão viver, e deixei de fazer coisas que talvez nunca terei oportunidade de fazer, minhas escolhas me trouxeram aqui. O tempo de agora é único, a vida é única, o hoje é reflexo do ontem, e espelho do amanhã.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

vende-se

Aproveite a liquidação
Estou vendendo o coração
Ele ta baratinho assim
Porque já não serve pra mim

...

Vendo um coração
Queimando em brasa
No espeto ou grelhado
Vendo por que dentro de mim
Não há lugar pra tal sentimento
As paixões cada vez mais fortes
Mais ardentes
Mais vivas
Mais passageiras
...
O tempo não é o que mais me maltrata
Sinto por ser assim
O que dói e ter que jogar fora
Logo quando começa pra mim
...
Ainda ontem recebi um chamado teu
Gritei de felicidade
Mas quando na verdade
Era só pra dizer adeus
...
Tão seco que ficou o peito
Quase não respondi
Perguntou se sentiria saudade
Balancei a cabeça “num sinal de sim”
...
vendo por que não me serve nem a dor nem o prazer
da vida só me resta o que com o pulsar dele eu receber.
Nossos olhares se cruzam
Estamos perto um do outro
No outro lado da sala
Vidrada, parada...
As palavras são indispensáveis
Meu corpo exala o desejo
O teu percebe como um radar
E eu não vou sair daqui.
não vou

sábado, 6 de fevereiro de 2010

equilibrio?


No amor e na paixão.
Sigo algo...
Nunca se deixo perder pela falta!!!
Gosto dos excessos.
Faço muito quando gosto.
Viro o mundo de pernas pro ar
Impulsiva.
Dramática
Bipolar
Mas acima de tudo
Excessiva.
Aprendi que em tudo se deve encontrar o ponto
Ponto esse que chamamos de equilíbrio
Posso fundamentalmente fazer de três formas
1º valorizando o positivo
= terás um sentimento grande, o príncipe que tanto sonhou
No fim um sapinho principe
2º valorizar o negativo
= desapaixonar-se, o carinha deixou de ser o lindo
Romântico, as manias instigantes hoje repulsivas.
3º ah essa é legal...
Começo, meio e talvez fim...
O novo é curioso, o tempo passa numa velocidade em que o relógio se perde
no correr dos ponteiros, cada minuto é único, é conhecer mais, e descobertas...
o meio ahhh o meio é complexo, é quando você já conhece uma boa parte, longe de ser tudo, mas já tem a chave da casa, conhece (nem que seja por foto) as 4 ultimas rivais ops: as 4 ultimas namoradas.
Talvez fim: começam as criticas, ciumes, brigas, já não é mais como antes ficar na sala vendo filme e conversando besteira, de minuto em minuto os olhos fixam no relógio.
Ultrapassa tudo isso, mas continuam as brigas, os cuimes e as criticas.
Ninguém é perfeito, e amar esta longe de ser perfeição.
Mas quando se coloca numa balança
O que você vê?
Sobe ou desce?
Isso é o que diz
Se o ponto é
(...)
(.)
(,)
Ah talvez muitos prefiram
(?)
Pra mim
O ponto é seguida...
Deixa a vida rolar
Deixa a paixão pulsar
Deixa o que for pra ser
Será.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

lembranças....


A morte é o que separa um amor de mais de 60 anos, ou nem ela tem como apagar o sentimento?
Quando a idade chega, e vê o outro com os cabelos brancos e nada á esconder é que se pode ver que o amor existe, e que ele é algo mais forte que o sexo, que o prazer, é uma amizade pura, é caminhar ao lado, duas cadeiras na varanda, é uma cumplicidade de quem viveu muito tempo ao lado do outro.
O mundo sem sua presença perdeu toda a graça, pois para ele o que era de mais importante, já não esta aqui.
Hoje, como todos os outros dias, ele deitou em sua rede, olhou o tempo passar...
E como em todos os dias, o tempo passou, vagarosamente triste ...
Tenho minhas duvidas, sobre a morte ser o fim, ou outro começo.
Mas sei que aqui seus dias manchados de lagrimas já não tem muito sentido.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

gosto teu


Queria mais uma vez encontrar teu corpo
Ler tuas vontades pelas paginas do seu olhar.
Decifrar os códigos
Penetrar-te o prazer
Sentir sua respiração
Ofegante e desejosa
Deitar-me sobre ti
E desfalecer-me
Despir-me de todo pudor
Entregar-me as caricias tuas
Como a folha se entrega ao vento
Desprender-me dos galhos
E me libertar na magia dos caminhos
Perder-me em meio ao gozo
Saciar tua sede
Com o liquido meu
Desejo teu corpo
À noite no breu
Entre ramas
Ou na cama
No meio de gente
Ou agente só

minha vida HOJE! sozinha


Nunca fui tão noturna
Durmo as cinco e acordo ao meio dia
Nunca me alimentei tão mal
Sem café, com almoço, besteira, chocolate, besteira, as vezes janta, e besteira.
(besteiras quase sempre de chocolate)
Nunca a TV ficou tanto tempo desligada
Percebi que posso viver sem ela
(ela ta ficando estranha com isso, vou ligar só pra esquentar)
Minha louça se resume a colheres
Minhas roupas um monte espalhada pela casa
(já quase sem, tenho que lavar)
Mas é um monte arrumadinho.
Nunca me senti tão pouco solitária
Poderia viver só durantes uns anos
Adorooooooooooooooooooooooooooo!!!!!!!!
Mas quero um namorado
Mais amigos
Daqueles que me conte tudo
E que eu conte mais que o tudo
Quero ter dinheiro
Sou mais consumista que pensei
Porem sei me controlar
Estou com os nervos a mil
Ansiosa, nervosa, com medo e feliz
O que me espera?
De quem, do que, por que: sentirei falta
Mudança de pensamento
Sem coragem pros acontecimentos
Meio arrependida de alguns atos
Que cometi e que não cometi
Quero maquiagem nova
Perfume novo (masculino)
Ah um livro legal pra ler
(alguém me empresta ou me dá?)
Quero poder sair à noite
Óculos novo de grau, e escuro
Quero, espero, desejo, almejo, suplico
Que TUDO dê certo pra mim.
Nova etapa, novas pessoas
Novos EU’S

domingo, 31 de janeiro de 2010

solidão.


Se pra você esta sozinho significa solidão
Pra mim às vezes, até pode ser, mas na maioria não.
Viver sozinho é amar a si
Fazer de cada dia um motivo novo pra chorar e pra rir
Viver a dois não significa amar a dois.
E talvez seja a mais cruel solidão
A proporcionalidade do sentimento
Os grandes amores me causam inveja
E também muito medo
Não sei até que ponto, sei ser completa
Tenho minhas vontades
MINHAS VONTADES
nelas não se encaixam ninguém?
Mas tenho vontade
Desejo, ânsia, simplesmente procuro...
Por um, por dois, por três
Sei que vou amar mais e mais vezes
Me apaixonar mais e mais vezes
Conhecer assim, aos poucos.
Os gestos, os caminhos e os gostos
Vou conhecer seu corpo
Aprender o que, onde e como
O que lhe causa prazer
Vou deixar que me conheça
Que aprenda meus detalhes
A forma como levanto as sobrancelhas
Meu riso frouxo
Minhas lagrima que sempre chegam na hora errada
Vai ver que continuarei a mesma
Talvez mude o seu interesse
Talvez não ache mais tanta graça de suas piadas
Por que apaixonar-se é isso
Se o que gastou não se renova
Então seguimos o caminhos que chamamos de solidão

sábado, 30 de janeiro de 2010

ensejo


Por uma fração
Meu pecado perdoado
A ingenuidade das palavras
Consagradas ao acaso
No breu dos se olhos
Me perco e me escondo
Desvaneço equilibrado agora
O ensejo perdido

você em mim


Pra ser franca
Não sei como ainda respiro.
O ar que a passa através de você polui minhas narinas
O quente e saboroso do teu corpo
Se tornou nojento
Nocivo
Beijar-te me tira o resto de vida
Tocar tuas formas viris
E deixar-me tocar tira o sossego diário
Quero morrer agora e não ter mais que implorar um adeus
Vá, repito todas as manhas
Mas minhas palavras não são ouvidas.
Os copos quebrados
As brigas, as palavras...
Tudo parece consumir o pulsar do meu coração
Não te quero mais
Não quero querer
O ontem já me basta
Cansei do teu estranho amor.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

medo


Alguma coisa nele me chama a atenção
Não afirmo que sejam suas palavras
Ou sua forma de andar
Nem mesmo como segura minhas mãos
Talvez o medo pecaminoso que cause seu olhar
Ou como toca minhas pernas timidamente.
Lembro de quando nos conhecemos ainda crianças.
Sentados um ao lado do outro por 20 min.
Escutava algum rock e eu kid abelha.
Desajeitado deixou cair seus cadernos e eu nem vi,
Depois ele me falou que foi proposital
Queria que eu olhasse para ele
Mas estava tão pensativa em como seria o seu beijo que nem abri os olhos
Ele se despediu e eu não entendi.
Dez anos mais tarde ou mais cedo como queira você.
Reconheci seus trejeitos engraçados
Perguntei coisas tentando ter alguma certeza
Mas era ele sim...
Depois de alguns encontros
Estávamos-nos
Desajeitados, esperando um anjo
Santo, cupido, qualquer coisa assim
Um empurrão apenas.
Não cabia meu coração dentro do peito.
Ansiosa por desvendar o olhar
O tal do medo pecaminoso.
E nessa ânsia de ter
Que me dei...
Deixei cair o vestido do corpo
E medo da alma
Nossos olhares cruzavam num cio
Nossas respirações ofegantes
Cedida ao prazer
Suas mãos agarraram minha cintura
Nossos lábios se tocaram leve
Num salto seu corpo distante ficou
E eu ali, parada, despida das roupas
E da coragem de me recompor
Apenas olhei em seus olhos
Sem entender.

você e eu


Queria eu falar de algum palhaço
Já que a imagem me atraía tanto
Queria falar de um alguém que cantasse assim
Algo pra alegrar
De um alguém como você
Que tanto me fez rir
Quando pouco
De pouco perceber
Que o palhaço era eu
E nunca você
Não, não tinha como ser
Quem fez versos e poesias?
Quem ficava corada diante suas perguntas?
Quem gritava no meio da rua um “EU TE AMO”?
Quem chorava a noite, feito boba?
As respostas nem preciso dizer
EU
EU
EU
EU
E nunca você.
Quem trouxe rosas no natal?
Quem fez serenata na janela?
Quem ruía as unhas a esperar?
Quem ligava pela madrugada?
As respostas nem preciso dizer
VOCÊ
VOCÊ
VOCÊ
VOCÊ
Eu que não poderia ser.



agora como dois palhaços
um de cada lado
cantamos em voz
alta a canção da solidão.

despetalar


Olho tua imagem sobre a cama
A luz baixa oculta linhas
E revela curvas
De um corpo delirante
Como um farol me guia
Na imensidão do quarto
Insinuante o teu olhar
Encontro assim a proximidade
Nua, pura, totalmente minha
Beijo tua boca com a delicadeza
De um bem-me-quer
Jogadas no chão as pétalas
Vermelhas como o sangue
Gota única no lençol

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

o tempo não existe


Um mês, um dia, um ano, e ainda nem aconteceu em minha mente.
Hoje dia 25/01/2010. Amanha faz um mês que às 18h30min minha avó deu o seu ultimo suspiro.
Quando existe, mesmo que remota alguma possibilidade de encontrar alguém, se pensa “tenho tempo”, ou “quem sabe”. Mas quando todas elas se vão com um sopro. É que se vê o quanto o tempo não existe. Ainda não estou acordada plenamente para o fato de que NUNCA mais verei minha avó, pelo menos não neste plano. E ainda vai fazer um mês, mas parece que não a vejo há décadas.
Esse tipo de saudade, não dói como as outras dores, calma, leve, branda. É uma certeza incerta, às vezes penso que ela esta viajando e que a qualquer momento pode chegar, mas junto a esse pensamento tenho uma certeza que não. Não hei de encontra - lá novamente.

“O que dói é a certeza de que o agora sucumbiu
E o desconhecido “eterno”
É incerto demais pra os planos

O que dói e vê
Tuas coisas, teus vestidos, tuas fotos
E não ver você

O que dói no peito
E não pode conversar
E não ter seu carinho

O que dói aqui dentro
São as lembranças dos momentos
Que agora se tornaram saudade

O que dói e vê
Seu grande amor
Chorando tão calado

O que dói é saber
Que sem você
Nada será como antes”


sinto sua falta.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

no morro

Tenho medo dos homens que andam pelas ruas
Com armas nas mãos
Prontos a fazer escorrer o sangue dos inocentes
Que descem o morro antes que o sol tenha se posto de pé
Temo os que vedem pó nas portas das escolas
Tenho medo dos homens que andam pelas ruas
Com armas nas mãos
Prontos a fazer escorrer o sangue dos inocentes
Temo os que usam uniformes
E se julgam melhores que agente
No morro a lei é outra
Nas ruas estreitas, nas ladeiras...
Faze-se a lei o que é mais forte
Em dia de tiroteio
Me refugio em casa
Pois temo a morte

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

roubou-lhe a inocência


Pequenas gotas de medo que escorrem
Palavras mudas que falam e que calam
Brincando de vai e vem
Numa gangorra de corpos
No corpo angelical
Nu
As unhas enterram-se
Sangrando o corpo
Rasgando a alma
Cânticos de delírios
Exclamou o homem
Junte-se na orgia
Inimaginável cenário poético
No corpo grotesco
Nu, entre anjos que brincam
Enrijeceu seu órgão
Mãos seguram nos pequenos seios da menina
Em um uma mão que aperta e dói
No outro os dedos leves de uma inocência ferida
Dançam eles num incesto
Quebrado pelo choro medroso
Pelo grito
Diz o menino, quero ir pra casa
Jogado longe com a força de uma tapa
Corre ela deixando rastros de sangue
Segura os braços do menino de encontro ao rosto
E em silencio chora
Deita sobre seu corpo e implora
Quero ir com você
De volta pro céu

vê


Agora, não o agora de há pouco
Mas um agora de ser esse o exato momento
Em que vejo tudo por uma ótica fosca, quase que sombria
Hora de trevas
Conheço os detalhes da casa por lembranças
Cada mínimo objeto colocado em cima de uma prateleira
As chaves no prego ao lado da porta
Mas não ouso sair.
Tenho medo, do som
Os barulhos dos carros se misturam
Minha concepção restrita...
Tenho medo
O calor é grande e sol sobre a minha cabeça
Queima minha pele
Sensível pela escuridão do quarto
Aquele banco de praça
Tocado friamente pelas minhas mãos cálidas
Percebo agora a rugosidade da madeira
Antes alva e lisa
Uma gota escorre de uma folha
Cai no meu rosto, escorre como uma lágrima
Um homem me para
Fico muda
Não vejo quem é
De repente
Estou em casa trancada no umído quarto de dormir
Vejo o teto e sua ausência de cor
Olho o mundo e sua ausência de luz
Olho pra mim cego pela saudade de ti

sábado, 16 de janeiro de 2010

NA CARA (continuação)


Voltei pra casa com o cheiro dele no meu corpo, cheguei quase que totalmente por instinto, já que cada momento daquela noite passava em minha mente. De súbito pequei o telefone, mas não tive coragem de ligar... Devo ter repetido isso umas dez vezes, mas não deixaria essa loucura que estava na cara que seria passageira me dominar, demorei pra dormir, meus sonhos repetiam aqueles momentos.
Acordei com alguém batendo a porta, meu coração deu saltos dentro do peito, arrumei meu cabelo rapidamente, coloquei algo por cima da camisola. Um rapaz franzino que queria me entregar uma encomenda, não sei se fiquei aliviada ou decepcionada por não ser ele.
Abri aquele pequeno envelope, fiquei sem norte quando vi a chave que havia deixado em sua casa na noite passada. O que aquilo significava? Nenhuma palavra de desculpas, nenhuma promessa, ou alguma demonstração de sentimento. Apenas uma chave.
Fui até seu apartamento, queria alguma explicação, algo lógico, concreto. Fiquei na duvida se usava ou não a chave, já que estava em minhas mãos resolvi que deveria.
Ao entrar percebi que não havia ninguém. Sentei na cama peguei um livro, depois de alguns minutos chega ele com sacolas, passa algum tempo na cozinha o volta com dois sanduíches, começamos a conversar sobre assuntos banais, não queria começar, e sabia que ele estava tomando fôlego para iniciar o assunto que me levou até ali.
Suas palavras no inicio remetia ao passado, logo passou a falar de um futuro que mesmo achando improvável escutei com atenção, quando vi que não havia mais palavras para me convencer, ou tentar explicar a forma como ele havia me tirado de sua vida, despachei sem respirar cada palavra que estava pressa em minha garganta.
Eu queria voltar, eu deveria dizer que voltava, que o amava, mas não, não depois de tudo o que ele me fez, meus passos e meus sonhos ficaram nos seus pés e não teve dó quando me trocou pelo seu desejo, e quem me garantia que aquilo era real, ou o mesmo desejo que me tirou de sua vida, estava me impulsionando a voltar, estava fazendo ele voltar no tempo.
Eu disse decidida que não ia voltar que minha vida estava aos poucos sendo reconstruída, mas quanto eu falava que não, mas meu desejo era dizer sim, eu não podia confessar que estava em suas mãos, estava totalmente entregue.
Me beijou tentando me fazer parar de falar que não, sei um salto da cama, joguei as chaves no seu colo, corri para fora, parei do outro lado da porta, não tinha certeza se queria sair assim da vida do homem que amei, que amo.
As lagrimas escorreram do meu rosto, meus pensamentos tinham vida própria, tudo ao mesmo tempo, indagações, afirmações, medo...
Eu estava me perguntando o que fazer quando uma musica começou a tocar, vinha do outro lado da porta.
“quando digo que deixei de te amar, é porque eu te amo
Quando digo que não quero mais você, é porque eu te quero
Eu tenho medo de te dar meu coração e confessar que eu estou em tuas mãos
Eu não posso imaginar o que vai ser de mim se te perder um dia
Eu me afasto e me defendo de você, mas depois me entrego
Faço tipo, falo coisas que não sou, mas depois eu nego
Mas a verdade é que eu sou louco por você e tenho medo de pensar em te perder
Eu preciso aceitar que não dá mais pra separar as nossas vidas...”
Quando a musica terminou eu já estava sentada no chão, com o coração nas mãos e uma vontade de abrir a porta e me jogar no seu corpo.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

na cara


O porteiro disse para que eu subisse, segui ao elevador, apertei o 8º andar, antes que eu apertasse a campainha, a porta se abriu; um sorriso sínico foi o sinal, entrei, a porta se fechou atrás de mim, os braços dele me alcançaram antes que dissesse alguma coisa, puxou-me para o seu corpo, beijou minha nuca, soltou meus cabelos e voltou a prendê-los com uma de suas mãos. A outra percorria minhas pernas, por baixo do vestido deslizava pela minha coxa como se procurasse algo, encontrou o meu sexo, acariciou-me com fúria e desejo. Tirou minha roupa e num salto me colocou de encontro á parede, minhas pernas encaixaram-se ao seu copo; quando olhou fundo em meus olhos não disse sequer uma palavra, nem precisava, pois a expressão do seu rosto dizia o que sua boca não conseguia falar.
Antes que meu cérebro processasse aquelas informações eu disse sim, uma afirmação tão desesperada quanto insana.
Naquele momento senti o seu sexo penetrando o meu. Cada vez mais fundo...
O suor que molhava o nosso corpo já havia entrelaçado, assim como o nosso desejo, como o nosso ser.
Olhei cada detalhe daquele lugar, cada coisa que um dia chamei de meu. Meus moveis, minhas fotos, minha casa, e principalmente meu homem. Só agora percebo que nada foi realmente meu. Nem sequer o amor que julgava ser incondicional, ser pleno e até mesmo eterno, nada era meu.
Abriu uma garrafa de vinho, provei com pouca vontade, mas aos poucos me senti novamente em casa. Me senti novamente mulher, companheira, mesmo que agora eu não seja mais a esposa. A noite foi como nos primeiros dias, regada a paixão, a uma intimidade sem palavras.Como Quando coloca a taça gelada no meu corpo e segue com a língua as gotas de água que escorrem.
Amanheceu o dia, procurei minhas roupas que ainda estavam espalhadas pela casa, coloquei na mesa a chave que já não tinha mais sentido ser minha, dei um beijo em sua face e parti.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

pensando em você


ultimamente eu tenho lembrado tanto...
do calor do seu corpo
da sua amizade
dos seus beijos
do seu carinho
da sua voz doce
talvez porque tenho olhado tudo o que envolve você.
outro dia andei seguindo o cheiro, o cheiro do teu corpo, por que ele é só teu, o perfume que você usa, e que minha mente guarda, e agora todas as noites relembra.
lembro daquele dia em olhamos a agua dor mar, o sol tinha um brilho, um encanto quando visto do teu olhar.até aquela pedra dura, se tornou o melhor lugar, o mais confortável dos sofás.
alguém com as mesmas manias por ai, a forma de falar, o jeito de agir, as palavras engraças que me faziam rir.
lembro o quanto você era doce comigo, ainda é. mas não te vejo como antes, saudade de quando te via todos os dias, e beijava sua boca na chegada, nossas mãos procuravam uma a outra, os olhares se entrelaçavam e como se dissesse "que bom que você estaa aqui".
de tudo isso, sabe do que eu sinto mais saudade?
é de você
inteiro pra mim
te amarei pra sempre meu doce amigo.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

o que ficou! o que ficou?


O que dizer de um amor
uma paixão que findou
uma magia que quebrou...

o que dizer?
o que dizer?

se as palavras se perdem no caminho da ida
só encontro passo a passo
no mesmo caminho na vinda

mas diante do espelho vejo a tua face
digo aquelas coisas
que antes não tive coragem

de como meu dia contigo
era perfeito
mesmo no meio da briga
me encostava em teu peito

de como teu riso
me alegrava o olhar
e tua presença o meu dia
de saber que vai chegar

e agora o que eu faço?
tuas roupas no armário
tua escova junto a minha

não é tua ida que causa dor
na verdade é o que ficou

ficou no peito uma lembrança
uma grande saudade

ficou no peito um vazio
triste vazio da realidade

ainda encontro pela casa
uma ou outra coisa tua

e logo vem no rosto
uma lágrima tão nua.


Camila ingrid

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

o que levo


vou...
sigo olhando o mundo
deixo apenas o que não coube no peito
porque nas mala levo tudo
do o encanto ao desespero
do poema ao soneto
da dor ao desejo.

vou...
com a incerteza de voltar
no caminho olho o céu
mergulho fundo no mar
pinto um quadro de mel

vou...
deixo num papel
escrito a mão
tintas de fel
agora jogadas no chão

vou...
na esperança do fim
de um sentimento
de tudo o que há em mim
nem que seja um momento.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

amar-te

Quantas vezes me perguntei o que era o AMOR, e se eu estava realmente amando.
creio eu que amor tem na simplicidade do silêncio o seu fluir, porem quando amamos temos vontade de gritar, comunicar aos ventos que o coração pulsa, bate insistentemente, e clama por amor. por doar o amor, por receber o amor, por saber que assim como amamos somos também amados.
começo a acreditar que me apaixonei inumeras vezes, sim inúmeras, paixões puras como a da infância, desajeitadas da adolescencia, e começo a aprender de uma paixão mais fogo, mais emoção do inicio da maturidade feminina e sexual. Não é um sentimento controlados pós 30, nem aquelas que só quem vive as "bodas" conseguem explicar.
para alguns o amor termina com o fim do namoro, para outros é um sentimento eterno, pode dormir,modificar, transformar-se mas sempre percorrerá o peito,a alma, mesmo que já não haja mais vida.
Fui ensinada que Deus é amor, e acredito que somos "partículas" do amor do Pai. Que há amor na natureza, nos animais, no céu, terra, ar, agua... em tudo o que Deus (ou o nome que você dá a essa força, inesplicavel, e de alguma forma desconhecida) criou.
é incrível como podemos sentir desejos e não amar, e amando fazer do sexo uma conseguencia, e não a causa de amar e se amado.


para uma melhor definição de amor consulte seu coração e sua alma e para definições tecnicas e linguisticas "papai" Aurélio.
amor
a.mor
sm (lat amore) 1 Sentimento que impele as pessoas para o que se lhes afigura belo, digno ou grandioso. 2 Grande afeição de uma a outra pessoa de sexo contrário. 3 Afeição, grande amizade, ligação espiritual. 4 Objeto dessa afeição. 5 Benevolência, carinho, simpatia. 6 Tendência ou instinto que aproxima os animais para a reprodução. 7 Desejo sexual. 8 Ambição, cobiça: Amor do ganho. 9 Culto, veneração: Amor à legalidade, ao trabalho. 10 Caridade. 11 Coisa ou pessoa bonita, preciosa, bem apresentada. 12 Filos Tendência da alma para se apegar aos objetos. Antôn: aversão, ódio. sm pl 1 Namoro. 2 O objeto amado. 3 O tempo em que se ama. 4 Relações ilícitas, comércio amoroso. 5 Mit Divindades subordinadas a Vênus e Cupido. 6 Bot O mesmo que carrapicho, acepção 11. 7 V carrapicho-grande. A.-agarradinho, Bot: trepadeira da família das Poligonáceas (Antígonon leptopus), originária do México, muito cultivada nos jardins brasileiros com fins ornamentais. A.-crescido, Bot: o mesmo que cavalheiro-das-onze-horas. A. lésbico: o mesmo que safismo. A. livre: relações sexuais ou coabitação sem casamento legal. A. platônico: relação estreita entre duas pessoas de sexo oposto, sem realização de atos sexuais. A.-seco, Bot: o mesmo que carrapicho-de-beiço-de-boi. Pelo amor de Deus: usa-se quando se pede com encarecimento. Por amor à arte: gratuitamente, sem nenhum interesse. Seja tudo pelo amor de Deus: exclamação com que se manifesta conformidade ou tolerância com o impróprio ou com o desagradável. Ser do amor, gír: só quer saber de prazeres sensuais.

domingo, 3 de janeiro de 2010

cilco da vida, minha vida.


A vida segue!
seus caminhos ocultos no tempo, no espaço universal das coisas...
se com um só dedo pudesse mover os ponteiros do relógio e me encontrar em outra era, faria todo o percurso do mundo, do meu mundo modificar a cada louco pensamento de desanimo, ou a cada alegria passageira, tornar momentos realmente eternos.
corri tão cega atrás do vento,contra o incontrolável tempo, deixei por diversas vezes ser enganada por meu próprio coração.
enfim a vida segue seu percurso,os dias vão, amigos não voltam jamais... por diversas vezes pouco a pouco deixei jogada em algum lugar a inocência de uma menina que devargar se tornar mulher. é tão estranho, não me vejo como mulher e sim como menina, menina com desejos e vontade de mulher, que o corpo arde uma chama de a cada dia descobrir mais sobre si.
como um rio que naturalmente se descola de nível, do alto para o baixo,para um lago , outro rio, até desaguar no mar. assim é a vida. a poucos dias perdi uma grande nascente que é a minha avó, alguém que me ajudava, me fazia ver que mesmo um filete d'agua consegue ter a força de uma alta cachoeira.
Mas existem dias que me encontro perdida, com medo, procuro os cantos solitários da casa, mas acho que na verdade procuro um abrigo. abrigo esse encontrado na minha própria solidão.
e com calma conto até três, dez, mil, milhões, até que eu consiga enxugar as lágrimas do rosto, que molharam a roupa, que caíram no chão...
A "outra" a garotinha mimada as vezes vem e toma conta do meus pensamentos, atitudes, sentimentos, me fazendo olhar a janela da vida sempre pelo lado fosco. o sol queima, a chuva é chata, a neblina é triste... nada é bom o suficiente.
balanço forte a cabeça e espanto, deixo em segundo plano tudo o que é negativo, volto a ver a beleza de uma árvore, de uma manhã de chuva , uma tarde de sol.desenho corações no espelho embaçado.
e o rio continua a seguir seu caminho!

sábado, 2 de janeiro de 2010

marcas


O que dizer do fogo que queima meu peito?
das juras de amor?
de fazer de você o meu segredo?
Será se é isso mesmo o que eu quero?
já começo a sentir os ventos trazendo tempestades de amor
não te nego meu sentimento, mas saiba que com ele também vem a dor
viciada pelos beijos teus
te quero perto cada vez mais perto
que não vejo a hora disso terminar.
essa transparencia desajeitada dor meu olhar me causa receio
ao ponto de não saber como me controlar
não há como esconder um coração que pulsa sangrando.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Eu podia


"Jamais chegaremos a compreender o significado dessa frase. Porque em todos os momentos de nossa vida existem coisas que podiam ter acontecido, e terminaram não acontecendo. Existem instantes mágicos que vão passando despercebidos, e - de repente - a mão do destino muda o nosso universo"
"O monge Thomas Merton dizia:'A vida espiritual se resume em amar. Não se ama porque se quer fazer o bem, ou ajudar, ou proteger alguém. Se agimos assim, estamos vendo o próximo como simples objeto, e estamos vendo a nós mesmos como pessoas generosas e sabias. Isto nada tem haver com amor. Amar é comungar com o outro e descobrir nele a centelha de Deus."
Na margem do rio piedra eu sentei e chorei - Paulo coelho


O ano chega e trás com ele uma lista de sonhos, projetos, indagações, desejos...
Ai eu lhe e me pergunto por quê deixar o ano terminar e aproximar o novo pra começar ou voltar a fazer planos, ter sonhos e tomar decisões????
deixamos as festas de fim de ano se aproximarem pra pedir perdão, aproximar da família, amigos.
começamos a fazer aquela analise dos dias passados do ano e aquele sentimento de que eu podia ter feito diferente. se eu tivesse seguido tal caminho ao invés de parar, conhecer um rapaz encantador e não pegar o numero do telefone, eu podia ter pego, eu podia ter feito diferente onde o "sim" ou "não" pode mudar todo o percurso de sua existência. quando me pergunto essas coisas lembro logo de "efeito borboleta" é um filme que causa uma um sentimento nostálgico do que poderia ter sido, e uma eterna duvida.
Nisso tudo o que mais me causa "interrogações" é o medo. Guardamos tão profundo nosso sentimento, e quando ficarmos velhos, e olharmos pra trás. o que realmente importou?
traçamos caminhos que nós arrependemos, mas o que mais causa arrependimento é não traçar os caminhos que coração de joelhos implora!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

de passagem.

É preciso correr riscos, dizia ele. Só entendemos direito o milagre da vida quando deixamos que o inesperado aconteça.
Todos os dias Deus nos dá um momento em que é possível mudar tudo que nos deixa infelizes. Todos os dias procuramos fingir que não percebemos este momento, que hoje é igual a ontem e será igual ao amanhã. Mas quem presta atenção ao seu dia descobre o instante de silêncio logo após o jantar, nas mil e uma coisas que nos parecem iguais. Mas este momento existe - um momento em que toda a força das estrelas passa por nós, e nos permite fazer milagres.
A felicidade ás vezes é uma bênção - mas geralmente é uma conquista. O instante mágico nos ajuda a sair em busca de sonhos. Vamos sofrer, vamos ter momentos dificeis, vamos enfrentar muitas desilusões. Mas tudo isso é passageiro.


na margem do rio Piedra eu sentei e chorei
Paulo Coelho.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

e o que lembrar??

sempre gostei de fotos.
é uma captura de momentos.
remontam ao passado
as vezes distante ou próximo.
tah, tudo bem que elas não falam.
mas a recordação fala alto no peito.
um sorriso
um beijo
uma dor
um momento...
e me pergunto porque esperamos o fim pra dar valor
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o ano tem que chegar o fim
ai tomamos decisões
ano que vem começo a trabalhar
ano que vem vou estudar
ano que vem vou parar de fumar,beber
largar tudo o que não presta
valorizar o que realmente importa
e o que realmente importa?
um namoro falido
casamento sem amor
amizades sem confiança
dinheiro na conta
?
quantas indagações
Mas...
como tudo
o novo causa medo
e por isso não ousamos
o hoje as vezes é insignificantes
é no futuro a nostálgica saudade.


pra mim o ano termina
deixando uma saudade da mulher que me ensinou o valor da luta, da vida e do amor.
de momentos de risadas que se confundem com a dor.
alegria em encontrar novos amigos
e lembrar do que foram "perdidos"
o ano termina
o ano começa
e nesse intervalo muita coisa muda!
a cor do cabelo
as pessoas com quem ando
meus sonhos
meus medos
minha forma de olhar o mundo
conhecendo coisas novas
culturas
pessoas
enfim
nesse jogo concreto é ganhar e perder
por que estou...
vivendo

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

anestesia



não consigo ver como um fim.
acho que estou com anestesia
não sinto dor
lembro do seu rosto já sem vida
como mudou seu semblante
por mais que eu saiba que aqui nesse plano eu não verei mais,
que sua voz não será percebida pelos meus ouvidos,
nem meu corpo sentirá seu abraço.
as vezes pergunto se "caiu a ficha".
todos falam que demora mesmo.
mas sei que ela é meu primeiro e ultimo pensamento.
e faz parte dos meus sonhos.
se eu me sinto bem.
E não me culpo de não me sentir diferente.
rio quando sinto vontade
e não choro por toda lembrança.
mas sinto um aperto no peito
uma dor de cabeça
constante...
quando olho seu quarto
as fotos
de alguma forma algo me faz lembrar.
e a saudade e a certeza que eu te amarei por toda a minha vida!

domingo, 27 de dezembro de 2009

te amo pra sempre

depois de tanta dor
a unica coisa pra falar é que te amo
e que irei te amar pra sempre
minha princesa!
descance nas mãos de Deus
nos braços do pai
te amo pra sempre
princesa te amo.
na falta de palavras uso um texto que achei lindo.
A tua voz diz ao meu profundo
O que ninguém no mundo
Conseguiu me dizer;
O teu olhar explica
em um segundo,
O que ninguém com todo o tempo
Consegiu me revelar;

Mas a tua voz ressoa longe,
Nas paredes de minha lembrança,
Tal como um homem feito
Que relembra seus tempos de criança;

A tua voz revela nosso intento
Tudo o que tu sonhas,
Tudo o que eu penso;
Mas o que faço agora,
Se a tua doce voz
Tornou-se somente um silêncio?

Jean Leal

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

depois do medo


só aprendo a lidar com a dor quando ela esta passando, como cada dor é única, tenho que aprender tudo de novo cada vez que me machuco. é como quando encontramos um novo amor e a bagagem antiga ainda ta no guarda roupa é preciso jogar fora e não viver o novo na sombra do antigo. mas a sombra só vai embora de verdade quando a luz do novo brilha intensamente.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

meus dias

chego sempre cedo
entro e espero
enquanto espero
penso e as vezes converso
chegou a hora
liberam a entrada
olho de longe
lavo muito bem as mãos
visto a bata
coloco as luvas
que ficam frouxas nas minhas pequenas mãos
vejo o seu batimento o monitor
converso, oro, canto...
enxugo o canto dos seus olhos
faço carinho nas suas mãos
que estão ficando cada dias mais escuras
massageio suas pernas
olho seu corpo
e verifico as mudanças
sinto vontade de chorar
mas tenho que ser forte
continuo a receber e dar carinho
a hora passa rápido
a hora da visita acabou
tiro a bata,luva,lavo as mãos...
olho de longe
um olhar de até breve
espero o boletim
começa o boletim
tiro as duvidas
vou pra casa
que amanhã tem tudo novamente.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

sinto


sinto que padeço
num eu em pedaço
construo sonhos
e depois perco
atiro o telhado
que abrigava
quero dormir ao relento
que viver olhando a noite
com e sem luar
quero que o meu eu me baste
sem procurar ouvir um eu sinto sua falta
pra sentir que me sinto
mas sinto que padeço
de sentir depois esqueço

domingo, 20 de dezembro de 2009

das coisas que falo


por favor, só o que eu te peço é que acredite nas mentiras que falo sem perceber, é que elas, as palavras saem da minha boca sem que eu consiga filtrar.
mas não se preocupe...digo apenas as coisas que penso, e se minto que te amo.é porque na verdade eu te amo.
por favor, só te peço que não acredite nas coisas que saem pela minha boca.é que eu digo coisas sem pensar. e se no meio de uma briga. ou num sonho-pesadelo digo sem dor e sem medo que meu ódio é só teu.
por favor não brigue comigo assim.abaixe o tom. meus ouvidos cansaram de ouvir da tua boca a falta de amor.
cobra que eu me comporte, que pare de beber, que deixe os amigos só pra andar com você.mas teu ciume é uma mentira onde tento enganar a mim mesma chamando de amor.
não, não vou sair com outra pessoa, vou ficar em casa ler um bom livro ou apenas uma pagina.talvez eu releria também suas mensagens.
por favor não ligue pro que sobrou do nosso torpe sentimento.
as sobras da falta, do espaço do abraço,das meias verdades...
por favor só te peço que não te afaste muito, ligue durante a semana. no meio da madrugada se quiser, e ao precisar de um ombro, o meu não é dos maiores mas pra você se torna sem duvida um dos melhores.
mas cuida de mim enquanto não esqueço de você, enquanto finjo não te querer...
só te peço que deite na cama devagar, não deixe eu perceber que passou a noite em outros braços, beijando outras bocas sem que nela encontrasse o sabor do meu.do meu corpo que foi só teu, da boca que ao provar a tua não quis mais nem comer...
mas como veio
acabou o teu amor
como boba que sou
sonhando acordada
ainda te amo
tão calada

ande na luz

como a luz de uma lanterna
que ilumina pouco
como a luz de uma vela
que se apaga com um sopro
como a luz de um semáforo
que avisa ao coração
cuidado!
siga em frente!
não atravesse, não!
porque você não chamou a atenção?
descuidado coração ainda segue na contra-mão.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

saudades


"A saudade não é dor de doer
é uma vontade de lembrar
é uma vontade de esquecer
ah saudade"
minha vó sempre falou isso
é algo que aprendeu de sua mãe
e minha biza
achei lindo desde a primeira vez que ouvi
sem muito o que escrever
estou com saudade de coisas, pessoas, momentos,lugares...
saudades da sua voz
saudades dos momentos em que o nada era tudo
saudades das horas de brigas e dos risos...
saudades dos antigos amigos e da minha cama velha
saudades da minha janela e da vista que eu tinha dela
saudades da pracinha e dos pães doces
sinto sua falta...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

teus olhos


quando seus olhos se tornou a principal forma de dialogo
percebi a conhecer perceber e decifrar
suas vontades
suas dores
e um eu te amo simples e doce
tudo através do seu olhar
sempre gostei de olhar nos olhos
mas nunca os olhos de alguém
tinha sido tão significativos assim
a ausência da fala revela um outro tipo de intimidade
você olha pra mim
e eu responder "eu também te amo vozinha"
é não conseguir com as palavras
é te olhar de volta
e sentir que você entende
o meu olhar gritando
EU TE AMO!


ps:sua face sempre tão macia
é um carinho tão reciproco.


vozinha eu te amo

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

entre o medo e o conforto


"As vezes sinto vontade de me jogar do sexto andar
de cortar os pulsos
parar de respirar
não sei se sou
fraca por não fazer
ou forte por não ceder
minhas vontades e desejos se misturam ao medo
essa loucura que corre pela minhas veias
veneno sem antídoto
começo a correr por lugares desconhecidos
vago sem rumo certo
ou incerto
procurando fugir de tudo
me sinto uma bomba de sentimento
horas de paz
horas de tormento
tudo se torna mais fácil
tudo se torna mais tranquilo
quando olho a beleza
da divina natureza
diante a dor que venho sentindo
o que conforta e olhar
olhar simplesmente
a agua,a lua, o sol e o mar..
olhar a imensidão
as nuvens se movimentando tão sutilmente
o vento na sua doce percepção
faz um carinho no exato momento
em que a lágrima insiste em rolar
sim! estou com medo
por mas que a cada dia acordo tentando me preparar
o fato de saber que posso te perder dói como punhal no peito"
te amo pra sempre!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

“Sou tão misteriosa que não me entendo.”


“Sou tão misteriosa que não me entendo.”

Não essa não sou eu...
Clarice lispector essa sim é a autora dessa frase.
quisera eu ser tão misteriosa, tanto no escrever quanto no ser, como ela foi, é e será eternamente atráves do seu legado.
Agora falando de mim.
das coisas que me cercam e que me fazem querer voltar no tempo e no espaço.
pensando nas diversas atitudes que no meu intimo, nem tão intimo assim, insisto em condenar-me. mas quero fazer mais e mais vezes, mesmo sabendo que quando colocar a cabeça no travesseiro vou chorar até que meus olhos inchem, minha face fique vermelha, e todo o meu corpo comece a tremer.
ajo por impulso e me arrependo por isso quase sempre. mas é tão natural pra mim fazer as coisas e me arrepender e tornar a fazer tudo praticamente da mesma forma que antes.
creio que nunca serei madura, o ar infantil é o que carrego comigo de mais eu que tenho.
não me vejo naquelas roupas de mulher adulta, muito menos naquelas de dançarina de funk.nunca me vi como uma mulher, talvez eu seja sempre uma "menina-mulher" pois me sinto a mesma garotinha de 10 que deu o seu primeiro beijo e chorou anoite inteira.. com um pouco mais de experiência, de traumas, de alegrias, e de decepções... já me decepcionei comigo, com as pessoas, com os romances... mas isso é a vida, talvez eu não seria quem sou se não tivesse passado por tudo o que passei. o que foi bom e o que foi mal.
perdida e sozinha...sozinha no canto da casa ouvindo musicas que me fazem chorar porque quero chorar.
andando sem rumo, caminhando pra passar o tempo ou pra esperar o tempo passar.
rindo das minha lembranças,dando gargalhadas de fatos antes me fizeram chorar.
e do que escrevi gosto daquelas de quando eu estava infeliz ou tão puramente doida que nem tinha noção do que meus dedos colocavam no papel.
escrevendo... coisas, bobagens, intimidade, que de tão intimo ser, nunca tive a coragem real de viver, ou modificando o que vivi por não ter a coragem de colocar no papel.(covarde)
talvez eu não seja tão misteriosa
mas com toda a certeza eu não me entendo.